Estou de
braços atados agora, sem forças pra lutar, correr atrás porque ele preferiu qualquer
outra pessoa que não fosse a mim. E eu chorei, chorei vários dias por um fora que
eu não merecia, não quando eu só lhe dei carinho, meses de dedicação, todo o
amor que já sentir nessa vida.
Mais no
coração do outro, a gente não manda, já deveria eu saber. É eu até sei, mais
não aceito a cama vazia, o silêncio de uma ausência, que não deixa recado na
secretária eletrônica, dando qualquer migalha de, estou com saudades também.
E tem uma
hora que a gente precisa aceitar os fatos, pois cansa sofrer, cansa amar sozinha,
quando a vida passa e eu fico, presa numa história, num amor sem futuro algum,
porque ele escolheu me deixar. Então passei a inventar sorrisos, me apegar a
qualquer coisa capaz de me da força.
As cicatrizes
ainda estão aqui porque Band-aid não cura tudo e borracha alguma apaga essa
nossa história. Ficar longe de você me doe, faz-me falta tua companhia. Mais eu preciso seguir em frente.Te guardo dentro
de mim, bem lá no fundinho do coração, pus cadeado nas melhores lembras que
vivi a teu lado, na tentativa dos vendavais da vida não me roubarem nenhuma
delas.
E eu corro,
corro, morro aqui, tento renascer ali, ando
de vagar, procurando-me em cada caco espalhado ao chão, pedaços meus que
ficaram por sei lá onde, mais uma hora eu os encontro e volto a ser inteira de
pedaços colados...
Leila Cardoso