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17 julho, 2012

Não tem importância mais….


Diz o que eu pedir enquanto ficava esperando que voltasse pra mim? Porque por quase dois anos da minha vida estive inerte quase morta, esperando por algo que jamais aconteceria. Porque minha vontade não era a sua…
Sempre estive disponível quanto você estava a fim de está disponível pra mim. Mais eu me fodi todinha, porque no fim das contas eu estava só. Coitada! Deveria senti pena dela? Por está sendo enganada, feita de trouxa. Ou pena de mim por fazer papel de burra? Quem está sendo enganada mesmo? Foda-se… Não tem importância mais….
Leila Cardoso

11 julho, 2012

Vou recomeçar...


Estou de braços atados agora, sem forças pra lutar, correr atrás porque ele preferiu qualquer outra pessoa que não fosse a mim. E eu chorei, chorei vários dias por um fora que eu não merecia, não quando eu só lhe dei carinho, meses de dedicação, todo o amor que já sentir nessa vida.
Mais no coração do outro, a gente não manda, já deveria eu saber. É eu até sei, mais não aceito a cama vazia, o silêncio de uma ausência, que não deixa recado na secretária eletrônica, dando qualquer migalha de, estou com saudades também.
E tem uma hora que a gente precisa aceitar os fatos, pois cansa sofrer, cansa amar sozinha, quando a vida passa e eu fico, presa numa história, num amor sem futuro algum, porque ele escolheu me deixar. Então passei a inventar sorrisos, me apegar a qualquer coisa capaz de me da força.
As cicatrizes ainda estão aqui porque Band-aid não cura tudo e borracha alguma apaga essa nossa história. Ficar longe de você me doe, faz-me falta tua companhia.  Mais eu preciso seguir em frente.Te guardo dentro de mim, bem lá no fundinho do coração, pus cadeado nas melhores lembras que vivi a teu lado, na tentativa dos vendavais da vida não me roubarem nenhuma delas.
E eu corro, corro,  morro aqui, tento renascer ali, ando de vagar, procurando-me em cada caco espalhado ao chão, pedaços meus que ficaram por sei lá onde, mais uma hora eu os encontro e volto a ser inteira de pedaços colados...

Leila Cardoso

Quando Eu te amei


Quando meus olhos se encontraram com os teus, meu corpo inteiro estremeceu.
Pernas bambas, mão soaram frias, tentei disfarçar. Compliquei o que não deveria ser complicado.
Boba eu, você percebeu.
Voz trema, quase não saiu, ao retribuir teu “oi”...
Quando meu corpo se encostou com o teu, cada milímetro do meu corpo vibrou.
Tum, Tum aumentaram-se as batidas, coração quase parou.
Tantos sentimentos,
Não pude controla-los eram mais forte do que eu...
Joguei-me em teus braços, com criança que se joga pros braços do pai, sem qualquer restrição, confiando cegamente, me entreguei.
Nossos lábios num ritmo dinâmico e único entrelaçaram-se, tão doce, molhado sabor de quero mais e mais. Fui ao céu, e num instante leve fiquei.
Quando te encontrei, soube que era você, sem carência de qualquer longa explicação. Era você. Anjo, pretérito mais que perfeito, quem num sonho, acordada esperei, do começo ao fim tinha que ser você, sem porque, sem saber...
Leila Cardoso