16 julho, 2012

Coração Partido...


“Se ficar longe de você fosse algo bom pro meu pobre coração, lagrimas não seriam tão mais freqüente que sorrisos. O coração não mendigaria o tempo todo, a tua companhia”.
Toc, toc!... Toc, toc!...  Abra a porta Rebeca, sei que você está aí, vamos abra. Já se fazia mais de três semanas que Joana ia todas as manhãs bater na porta de Rebeca na tentativa de que ela a abrisse, mais tudo o que se tinha como resposta era aquele enorme silêncio que se fazia. Rebeca era uma mulher encantadora, feliz sim muito feliz, trazia em seus olhos a doçura e o encanto de quem se importava com todos. Estava sempre pronta pra ajudar á quem precisasse nunca se recusava á nada. Não tinha uma santa alma que ao conhecê-la não se encantasse com ela.
            Mais a menina mulher, que parecia trazer o sol consigo aonde quer que fosse, perdeu o brilho no dia em que o homem que tanto amava e ainda o ama, que tanto havia dedicado tempo, dado o seu melhor, o seu coração, que foi capaz de ir até o infinito pra afirmar o quanto ele era importante á ela e o quanto ela o amava, agora havia ido embora.
Ela não entendia e pouco menos aceitava o fato de que aquele que tanto lhe fez juras eternas, de que ficariam pra sempre juntos até o fim, que nada e nem ninguém iriam apagar o que um sentia pelo outro. Agora estavam separados, não separação de kilometros, metro ou ano luz. Tratava-se de uma separação onde um não queria mais a companhia do outro, quando um, acha que sim podia ser feliz sem a sua outra metade e essa era o tipo de separação que mais doía.
No dia em que Pedro, o homem dono do coração da bela moça de gestos delicados e sorrisos doces, que despertava os mais variados tipos de sentimentos em Rebeca resolvera ir embora de vez da sua vida, o mundo todo dela parecia que havia parado, estacionado em uma freqüência que pra ela era totalmente desconhecido. Desde desse dia, Rebeca nunca mais quis saber de mais nada, se trancou em sua casa, não atendia mais os telefonemas, não foi mais ao trabalho, não saia mais com as amigas, não dava mais nenhum sinal de vida qualquer.
Suas irmãs que moravam em outra cidade distante, vieram até sua casa, tentaram falar com ela na tentativa que ela abrisse a porta, mais nada conseguiram como resposta. Joana e suas outras amigas de toda uma vida já haviam tentado de tudo. Joana era a sempre a mais insistente e também sua amiga confidente de tudo, sabia do doce preferido dela, suas manhias, seus vícios, seus defeitos, sabia tudo, absolutamente tudo sobre Rebeca. E mesmo assim não conseguia fazer com que a moça de olhos vibrantes abrisse aquela maldita porta e descarregasse toda a sua tristeza sobre os ombros de quem muito se importava com ela.
Rebeca estava muito frágil, seu coração parecia que havia sido quebrado em um milhão de pedaços, como aquele vaso de cristal raríssimo que em nenhum outro lugar no mundo há outro igual aquele, mais que agora por uma fatalidade havia despencado de cima da mesa e nada, nem fita isolante, nem cola, nem durepox, nada, nadinha conseguia colocar os pedacinhos que restou do seu coração de volta ao seu devido lugar, nem mesmo costurando (Quando se tem um coração magoado nada parece preencher) e era assim que a menina mulher amada por todos se sentia, nada parecia consolar o pobre coração da meiga Rebeca.
Ela até sabia que precisava reagir que nenhum homem no mundo merecia tantas lagrimas sua. Mais não se tratava de um homem qualquer, era o seu homem. Aquele em que tanto ela amava e que tanto á fez feliz durante todo o tempo em que estiveram juntos. Que a fazia rir com uma bobagenzinha qualquer, aquele cara que a fez acreditar que o amor á distância pode existir sim. E no meio de tantas lembranças boas de momentos mágicos passado com ele ela se perguntava: - Como um amor verdadeiro podia terminar assim, tão sem sentido, tão sem final? Quando ambos, embora um não admita mais, ainda se amam.
Leila Cardoso

2 comentários:

  1. Profundo, uma bela história. Parabéns pelo conto!

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    1. Sem dúvida Raquel, uma bela história, fruto da minha imaginação fertil e só. Essa história só existe no meu caderno surrado que eu uso pra escrever de vez enquanto, mais é uma dramática história!

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